Os Mistérios de Háthor

O nome desta popular Deusa Egípcia (Háthor) traduz-se por "o templo de Hórus". Háthor era o espaço sagrado, a matriz celeste que contém Hórus, o protetor da instituição faraônica. Ela era o céu, aquela que espalha pela superfície celeste a esmeralda, malaquita e turquesa para com elas fazer estrelas. Era muitas vezes chamada de "A Dourada".

Sua residência preferida era no Alto Egito, em Dendera, onde ainda sobrevive um templo de grande beleza e encanto. Mãe das mães, Háthor gerava o Sol e derramava alegria, beleza, juventude e fogo do amor nos corações. É ela, Háthor, quem ensinava aos seus adeptos, a dança e o sentido da festa, já que chamava seus fiéis à mesa do banquete divino.

Na época ptolomaica, os mistérios de Háthor eram celebrados nos templos por um grupo de mulheres entituladas "perfeitas, belas e puras". Na verdade, esses rituais remontam à alta antiguidade, mas foi o Egito crepuscular que os revelou.

As sacerdotisas de Háthor, reunidas nos seus templos, em perfeita harmonia e divina união, estudavam os mistérios sagrados, tocavam música, cantavam e dançavam. Alegres, tocavam tambor e batiam palmas. Tranquilas e recolhidas, davam-se as mãos para formar um círculo. Usavam trajes leves, de puro linho branco, transparentes, deixando à mostra um dos seios e amarrado na cintura um cordão dourado. Na testa, traziam uma serpente chamada "Uraeus". Alimentavam-se de frutas, vegetais, mel e leite. Entre os numerosos instrumentos que tocavam estão: harpa, flauta, oboé, alaúde, lira, cítara, snujs, tambor e outros instrumentos de percussão.

As instrumentistas também ensaiavam passos de dança lançando a cabeça para trás, num movimento de êxtase. Não havia festividade sem a presença dessas instrumentistas sagradas, que marcavam o compasso com palmas e tocavam às vezes de pé, às vezes sentadas, em círculos ou semicírculos. Mulheres sedutoras, de corpos torneados e cabelos perfumados, usando colares e pulseiras, as bailarinas egípicias eram muito belas e talentosas na sua arte.

Dos templos à vida agrícola, quando dançavam para celebrar as colheitas ou nas festas em honra das divindades, a dança sempre foi uma atividade sagrada criada e abençoada por Háthor.

As iniciadas nos mistérios de Háthor têm a missão de trazer alegria, beleza, fertilidade, juventude, energia criativa, manter a harmonia e afastar o mal... quer na alta antiguidade do Império Egípcio... quer nos dias de hoje, renascidas em várias partes da Terra!

Para saber mais: "As Egípcias", de Cristian Jacq, Editora Bertrand Brasil.

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