História da Dança

A dança é uma das mais antigas formas de arte. Desde épocas primitivas, homens e mulheres, crianças e idosos dançavam imitando animais e os elementos da natureza que os cercavam. Com o tempo, passaram a acreditar que, ao dançar, eram capazes de atrair boas caças, chuva e sol. A dança passou a ter um conteúdo mais simbólico e o homem passou a acreditar em algo mais além do que apenas a matéria. Sabe-se que primitivamente o conceito de Deus era feminino, associado a uma Grande Mãe. Temos muitas indicações de que a veneração a divindades femininas era parte integrante de tradições antigas. Em alguns desses rituais eram feitas danças que simbolizavam a origem da vida, através de movimentos ondulatórios e rítmicos. Esses rituais, que não se restringiam somente à mulher, mas também às terras e à caça, constituíram a origem da Dança do Ventre.


Músicos e Dançarinas
século 8 A.C. - Museu de Ankara - Turquia.
 

O Egito, sem dúvida, foi um dos locais onde a Dança do Ventre se desenvolveu de forma brilhante! Inicialmente, como um ritual sagrado em honra às deusas Ísis e Háthor, a dança era praticada por sacerdotisas no interior dos templos. Havia uma organização dos movimentos que eram realizados em sincronia com batidas de tambores e o som de flautas. Acredita-se também que na antiga Suméria (sul da Mesopotâmia), Anatólia (atual Turquia), Mesopotâmia (áreas que correspondem ao atual Golfo Pérsico), Fenícia (atual Líbano, parte da Síria e Palestina), Pérsia (atual Irã) e Índia, tenham também desenvolvido rituais envolvendo a dança como culto aos deuses, às forças da natureza, à fertilidade e em celebrações populares como festas de colheita, nascimentos, matrimônios, etc... No século VIII, o império árabe dominou grande parte destas regiões, absorvendo a dança, transformando seu conceito sagrado e a incorporando à sua cultura de forma gloriosa. Daí sua forte ligação com os beduínos e os ciganos árabes que por serem nômades foram absorvendo aspectos dessas civilizações do antigo Oriente.


Dançarinas Sagradas
Afresco do século 14 A.C. - Egito.
Grupo de "chengis"
Dançando num casamento.

O aspecto sagrado foi deixado de lado para sobrevir o aspecto da dança como entretenimento. No Egito pós-islâmico, as "ghawazee" dançavam em praças públicas por moedas. Na Turquia, os sultões contratavam grupos de dançarinas chamadas "chengis" para animar suas celebrações.

Nestes muitos mil anos de história da Dança do Ventre, ela sofreu mudanças variadas e foi desenvolvida por mulheres de diversos povos que acrescentaram a ela influências de suas sociedades, cultura e tradições locais da época. A dança continua em constante evolução e mudança e nós também fazemos parte dessa história! A Dança do Ventre é uma técnica primorosa e cada bailarina faz dela o uso que se propõe, porém dançando com a alma, nós mantemos viva essa tradição e contribuimos para que essa magnífica arte milenar não desapareça com o tempo!!


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